domingo, 5 de fevereiro de 2012

O rock começa a pesar na avaliação profissional afirma pesquisa

Livro de Eric Clapton ajuda jovem a passar em entrevista.

No começo de agosto um gerente de uma grande multinacional instalada no ABC (Grande São Paulo) penava para contratar um estagiário para a área de contabilidade e administração.Ele acabou por entrevistar mais de 40 jovens de todos os tipos,mas um em especial chamou sua atenção, era uma jovens,vestido socialmente, com o seu longo cabelo amarrado e que trazia na mão um livro do Eric Clapton.
“Você gosta de rock?”, perguntou o gerente. “Sim, e de jazz também”, respondeu o jovem. O entrevistador não se conteve e indagou se o rapaz se importava de mostrar o que o iPod continha. E viu um gosto eclético dentro do próprio rock: havia muita coisa de Black Sabbath, Deep Purple, AC/DC, mas também de Miles Davis e big bands.
Com todos os outros candidatos o entrevistador fazia as perguntas padrões, mas com esse em especial ele começou a falar de música e descobriu que o jovem tinha um diferencial.
O resultado é que o garoto foi contratado após 15 minutos de conversa, enquanto cada entrevista com os outros candidatos durava 40 minutos. “Não tive dúvida alguma ao contratá-lo. E o mais interessante disso: percebo que essa é uma tendência em parte do mercado há pelo menos três anos, pois converso muito com amigos de outras empresas e esse tipo de critério está bastante disseminado. Quem gosta de rock é ao menos diferenciado”,disse o gerente.
“Não aprecio rock, não suporto o que minhas filhas ouvem, mesmo seja Rolling Stones, meu negócio é Mozart, Bach e música erudita. Mas uma coisa eu aprendi nas empresas em que passei e nos processos seletivos que coordenei: quem gosta de rock geralmente é um profissional mais antenado, que costuma ler mais do que a média porque se interessa pelos artistas do estilo. Geralmente são mais bem informados sobre o que acontece no mundo e respondem bem no trabalho quando são contratados. Nunca me arrependi ao levar em consideração também esse critério”, finalizou o gestor.

Foi feita uma pesquisa pela University of Warwick da Inglaterra, e a conclusão foi que os jovens mais inteligentes ouvem rock 'n roll para lidar com as pressões associadas a serem talentosos.
Os pesquisadores descobriram que, longe de ser um sinal de: delinquência e pouca habilidade acadêmica, muitos adolescentes que gostam de rock são por vezes brilhantes e às vezes utilizando a música para lidar com o estresse e a pressão e liberar a critividade por serem considerados diferentes.

Gostar de rock não torna ninguém melhor ou pior, mais ou menos competente, mais ou menos inteligente. Mas os casos acima mostram que o roqueiro pode se beneficiar de situações em que é possível se mostrar diferenciado, mostrando uma cultura geral acima da média e mais versatilidade no campo profissional. E o que é melhor, isso começa a ser reconhecido por um parte do mercado.
Rockeiros tem uma Melhor Visão do Mundo, do que realmente acontece, ao contrário dos outros grupos de musicas que só se importam em ver oque o mundo tem de bom.
Bom gosto não se discute: adquire-se durante o tempo.

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